Illinoize - Sufjan Steves feat. Tor

Pra quem não sabe, o Tor é um produtor musical brasileiro, entende? E o Sufjan Steves é a revelação do cenário Folk, atualmente. Pois bem, os dois se reunirão e decidiram lançar um remixtape do Illinoise, intitulado IllinoiZe. Meio complicado, né? Eu não me importo. O fato é que, esse remixtape é uma raridade em relação aos outros. Porque muito embora ambos tenham a mesma linearidade no que diz respeito à produção. Os dois se distinguem nas composições e nas participações especiais. Mas mesmo assim, a audição desse EP é bem tensa e triste. Como a de seu antecessor. A dupla acertou em cheio a seleção das músicas e claro, “John Wayne Gacy JR” Não poderia ficar de fora, já que, é considerada uma das músicas mais sombrias já produzidas pelo cantor. Nomes como: Big Daddy Kane, Outkast e Gift of Gab; estão presentes no EP que, na minha opinião, se não foi o melhor remixtape já produzido, com certeza é top 3.

The Clientele - Bonfires of the Heath

The Clientele é um Grupo britânico que baseia seus trabalhos em músicas dos anos 60 e em literaturas suburbanas locais da época. “Bonfires of the Heath” explora uma sincronia entre violão e teclado, alem de trompetes solando quase sempre entre os finais das canções. A linha de baixo também é notória em algumas músicas, como em a que leva o nome do disco. Já os vocais, na minha análise, por incrível que pareça, soam apenas como meros detalhes, uma vez que, a essência presente nesse trabalho se encontra na harmonia instrumental. Na verdade, o que rouba a cena em relação à beleza dos vocais, são os clarinetes, juntamente com os teclados, que, por sua vez , intercalam-se entre riffs contínuos e compassados ditando o ritmo da musica e solos que embelezam ainda mais os trabalhos da banda. “Bonfires of the Heath” teve boas críticas, merecidamente, é claro. Eu, particularmente, gostei muito de escutar esse disco, que por sua vez, nos proporciona uma retratação imensa do que realmente foi o inicio da Folk Music na década de 70. Indiscutivelmente um dos trabalhos mais bem feitos do grupo. Excelente.

Woods - Songs of Shame

Nesse disco há uma perfeita simetria no que diz respeito a todos os elementos do mesmo. A capa que, por sua vez é o cartão de visita de qualquer trabalho musical, tem uma ligação direta com o nome da banda e com as músicas que se seguem no álbum. Altamente recomendado, “Songs of Shame” conta com uma voz baixa e aguda, acompanhada por uma guitarra tímida que só aparece em determinados momentos com uns riffs meio que “Californianos”, ao estilo Jesse Hughes. Ao contrario dessas tais guitarras, as percussões são notórias e se estendem por quase todo o repertorio. Em relação a esses batuques, as influencias de David Byrne e Vampire Weekend parecem ser o ponto de partida da formação desse álbum. Por outro lado notamos o trabalho do baterista que, por sua vez, optou por não fechar a esteira da caixa, dando assim uma pegada meia old school, lembrando os velhos de Sonic Youth e Dinosaur Jr. O fato é que se torna inadmissível não adotar o ceticismo na audição desse disco, pois, são esses ínfimos detalhes que tornam “Song of Shame” uma obra de arte do folk contemporâneo.

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Vincent Gallo - When

When é tão intenso quanto Grace de Jeff Buckley ou Either/or de Elliott Smith, mas se torna impossível de se notar essa tal intensidade sem uma abstração. A obra de Vincent Gallo é tão estranha que retrai a idéia a ser passada em relação a seus discos. Quando escutado de primeira acha-se que Vincent na verdade é uma mulher calma e serena. Tal afirmação deve-se aos falsetes executados pelo mesmo e aos tons baixos dos vocais. A nostalgia desse álbum é imensa, impressionante e destruidora. O álbum é dividido efetivamente em duas partes: Uma com trabalhos focados apenas no instrumentalismo e outros com adicionais do vocalista. São músicas como “Was” que, nos faz retornar a momentos vividos que marcaram toda uma era, sejam eles bons ou ruins. Perfeito pra se ouvir em dias de chuva, When conta ainda com dedicatórias inusitadas, como: “I wrote this song for the girl Paris Hilton” e “laura”. Ouvir When é mais que escutar um simples disco, é uma análise intrínseca. Seria como ler uma poesia, ou como observar um quadro surrealista. Para entender Vincent Gallo é necessário primeiro uma introspecção ao trabalho, no que diz respeito a suas músicas. O que se torna quase que impossível, uma vez que, por trás de seus sentimentos ainda exista uma barreira composta por dois ou três discos que, juntos formam um aglomerado nostálgico e melancólico, capaz de te confundir e entristecer. A forma abstrata como Vincent Gallo realiza suas composições em When, da um charme ainda maior, enchendo seus discos de brilho e nos instigando a conhecer ainda mais seus propósitos e seus motivos. Nesse disco o artista mostra que seu talento não é deslumbrante apenas em trabalhos cinegráficos, mas sim também musicalmente falando.

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Department of Eagles - In Ear Park

Idealizado por Fred Nicolaus e Daniel Rossen ambos da banda experimental Grizzly Bear, a Department of Eagles talvez seja impossível de ser entendida ou compreendida. Tal afirmação deve-se ao alto grau de complexidade imposta pelos músicos, no que diz respeito a composições e principalmente a arranjos eletrônicos que diferem de tudo que já escutei. Talvez Nicolaus e Rossen estejam melhor nessa banda pelo fato de serem extremamente parecidos e terem uma liberdade maior de composição, coisa que não acontece em uma banda com mais de 4 pessoas, por exemplo. Esse é o caso de Grizzly Bear. A banda ainda lembra um pouco os trabalhos da também banda experimental Animal Collective. “No One Does It Like You” e “Phantom Other” talvez sejam as músicas mais inaudíveis do disco, porem extremamente criativas e diferentes, Como manda o figurino. Esse é o primeiro disco da banda que vem acompanhado de alguns EP’s, que por sua vez, não possuem o mesmo brilho que esse trabalho completo, infelizmente. Mas dignos de se escutar mesmo assim. O disco possui vários recursos eletrônicos, mas não nos deixa perceber se não houver uma análise atenciosa ao mesmo. É que as musicas foram projetadas de uma forma tão natural, tão sincera e transparente que, esses tais recursos eletrônicos mais parecem um mero detalhe do que uma peça chave para rotular o trabalho realizado. A exemplo disso, podemos observar “Around the Bay” que se porta de maneira a entendermos os arranjos eletrônicos apenas como barulhos instrumentais simples. Outro diferencial é o fato de Nicolaus optar por empregar funções eletrônicas imitando os sons de instrumentos filarmônicos e até mesmo de origem folclórica como surdos e bandolins. O verdadeiro segredo desse disco não está nesses tais arranjos eletrônicos mencionados a pouco. E sim no núcleo desse conjunto que inclui as melodias e as composições. Department of Eagles agradou a critica especializada. Porem não passou de mais um projeto paralelo bem sucedido. Infelizmente talvez não possamos esperar algo semelhante.

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Elliott Smith - Either/or

Com uma tendência meio que suicida, Elliott Smith nos mostra o que há realmente em sua alma. A intenção de nos ferir ao escutarmos esse álbum é notória. Uma vez que, as músicas alem de serem tristes, são pesadas e tensas assim como suas composições. Já havia postado anteriormente sobre “Angeles”. A alma de Either/or. Aliás, o disco é todo construído em cima dessa música. Dar-se a entender que Elliott compôs e produziu esse disco de madrugada ou sei lá. Tal afirmação deve-se ao tom baixo das músicas. É preciso ouvir o álbum em um volume alto para pegar todos os detalhes. Eu costumo bater sempre na mesma tecla em relação à ordem das músicas no disco. Isso é importante para que possamos ter uma noção do que o disco nos passa. Em either/or essa tal ordem é extremamente planejada, de forma com que consigamos entender todo o disco ouvindo apenas “Speed Trials” e “No Name No. 5”. A única música que quebra um pouco esse clima suicida é “Ballad of Big Nothing”. Com uma bateria semelhante à “Cupid’s trick” a música soa como uma introdução à “Between the Bars” que, por sua vez acalma e retorna à melancolia. A maioria das músicas não conta com tecnologias de produção de efeitos sonoros tal como, samples, pick ups e toda essa “sugeira” que retrai a essência real da música. Não. Aqui, ao contrário de outros álbuns do cantor como Figure 8, se vê bastante violão e marcações básicas na bateria. Dar-se evidência primeiramente à voz e ao violão. Mais uma vez exemplificando “Angeles”. O disco encerra-se com “Say Yes” que soa como uma música de aniversário. Surge então uma idéia de comemoração por ter chegado ao final do disco com os pulsos intactos. Either/or é de longe um dos discos mais pesados já produzidos. E uma vez que entendido se torna qualquer coisa capaz de te ferir, menos um disco.

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13 Melhores de 2009 | Spoiler

A ordem dos discos, tal como seu ano de lançamento, não possui nenhuma relação com o título. Esses discos, independentemente desses fatores, correspondem a meu critério. São discos ouvidos por mim no ano de 2009. Podendo assim ser antigos ou do ano de 2009 mesmo.