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2º Gorillaz – Plastic Beach

Esse disco sem dúvida nenhuma é o mais bem sucedido do Gorillaz; grupo virtual de Eletronic Music, ministrado por Damon Albarn, Vocalista da banda Britânica Blur. O que começou apenas como um projeto paralelo e despretensioso, logo tomou proporções gigantescas e se tornou uma das maiores referências da música eletrônica contemporânea. “Plastic Beach” é o penúltimo trabalho da banda e conta com participações especiais como Snoop Dog e Mos Def. A ordem das músicas no disco está excelente. No repertório, Damon fez questão de caprichar ainda mais nos sintetizadores, tudo em grande escala, porém empregado de forma não exagerada. Contudo, a produção está milimetricamente encaixada e a audição funciona como uma sucessão lógica do trabalho feito por Damon e Cia.

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6º Mew - No More Stories Are Told Today, I'm Sorry, They Washed Away

Excêntrico ao extremo em sua elaboração, esse disco conta com a genialidade de Damon Tutunjian por trás de sua produção. De origem dinamarquesa, a banda veio e revolucionou quase que totalmente o cenário da Indietronic. Quase sem melodia e harmonia por parte dos recursos eletrônicos adotados pelos integrantes, “No More Stories Are Told Today, I'm Sorry, They Washed Away” tem sua bateria e teclado mais notórios que os mesmo recursos eletrônicos provocados pelos sintetizadores em larga escala, presentes em todas as composições, sem excessão. A audição se torna perturbadora por ser frenética e imprevisível. A banda foge do rótulo linear e previsível que é atribuído ao gênero Indie como um todo. Algumas vezes, comparado ao produtor áudio-visual Bibio, “No More Stories Are Told Today, I'm Sorry, They Washed Away” é completo e não se importa com as concepções alheias sobre o mesmo.

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9º Suburban Kids With Biblical Names - #3

Com o vocal à lá “Kings of Convenience”, ora com back vocals embutidos, hora não. Os “Suburban Kids” priorizam solos de viola, refrões arrastados e repetidos, sintetizadores levemente empregados e muita animação. A forma com que o vocal executa as canções soa como cantigas folclóricas americanas, assim como o grupo a caráter: “The Clientele”. “3#” não tem de excêntrico somente o nome, aliás, se tratando da Lo-Fi, Music que tem como representantes os esquisitos do “TV on The Radio” não podemos esperar qualquer normalidade por parte das harmonias. Essa “esquisitice” que identifica as bandas do gênero e torna seus trabalhos únicos. Nesse disco não existe qualquer tipo de linearidade ou lógica. A regra aqui é ser imprevisível e livre no emprego de arranjos, sejam eles quais forem. A liberdade expressa a vontade do dueto e torna a audição do álbum divertidíssima. Devido a esses fatores o disco se torna sereno e inconsequente. Talvez tenha sido feito somente para a audição individual de seus executores.

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XX - The XX

The XX é um grupo britânico, que por sua vez, tem vários singles emplacados em comerciais e mini-séries da inglaterra. Entre os tais estão "Intro" e "VCR"; ambos do disco em questão. Eu, particularmente, acho muito interessante a abordagem progressiva que o grupo adotou na elaboração desse trabalho. Principalmente no que diz respeito ao uso de um efeito semelhante a um efeito de clarinete ou a uma guitarra comum em composições da banda de Indie Music; Interpol. O disco é todo baseado em sintetizadores e vocais leves, que se encaixam em uma espécie de sucessão lógica. Em outras palavras, é possível dizer que as composições desse álbum sejam previsíveis ou apenas inadeptas à complexidade mesmo. Enfim, os singles são muito bem elaborados, desde sua composição até a elaboração das melodias empregadas aos tais. Entre os destaques do trabalho estão: "Intro", "VCR", "Shelter" e "Fantasy". Com todas a ponderações anteriores é importante ressaltar ainda que, o vocal do disco é duplicado, sendo hora feminino, hora masculino. Filho primogênito da banda, "XX" de cara já nos traz uma ótima impressão. Esperamos que haja uma continuação, quanto a discografia da banda. No mais, o primeiro álbum está sensacional. Altamente recomendado.

7º Beck - Odelay

Taxado por muitos como louco, Beck Hansen surpreende a cada disco lançado. Odelay, um dos mais consagrados do multi-instumentista e talvez um dos mais complexos, nos mostra o porque do rótulo atribuido ao próprio. “Devils Haircut” e “Ramshackle” dão o ponto de partida e finalizam o disco. Com muito experimentalismo e progressão, Odelay é sem duvida o elo entre a velha e a jovem “guarda” da música eletrônica inteligente. Lançada ao mercado primeiramente por Aphex Twin, curiosamente taxado como louco também. Talvez o grande barato dessa vertente seja mesmo a insanidade existente na produção e composição de seus discos. O fato é que Odelay surpreende a cada audição, sempre nos passando algo de novo. Uma metamorfose ditada por samples e mixers.

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1º Bibio - Ambivalence Avenue

Considerado o melhor disco de 2009 a meu critério. Top list em vários sites especializados. “Ambivalence Avenue” é um conjunto que envolve até mesmo o cara atravessando a rua na capa. Toda essa sensação de conjunto começa com o primeiro single, exatamente com o nome do álbum. Apontar os destaques desse disco seria uma injustiça. Todas as músicas são sensacionais. Formam um conjunto leve e que por sua vez, passa uma ótima sensação. Ao contrário de muitos, “ambivalence Avenue” não cansa a quem o escuta, por ter músicas leves e que não fogem do contexto do mesmo. São músicas como, "Fire Ant" e "Cry! Baby!" que proporcionam ao disco um excelente começo e um ótimo final. Altamente recomendável.

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