7º Monsters of Folk – Monsters of Folk

O Monsters of Folk se assemelha bastante à também banda de Folk Music; Department of Eagles. A semelhança não é atribuída apenas pelas composições, bem como a produção do álbum. Mas também pela formação de ambas. Assim como o Department of Eagles tem sua formação proveniente de dois integrantes da banda Grizzly Bear, o Monsters of Folk tem sua formação elaborada por dois integrantes de outra banda consagrada no cenário: a Bright Eyes. Conor Oberst ; que também tem seu selo independente, se juntou a Mike Mogis e a outros dois integrantes (M.Ward e Jim James), para o projeto. O disco soa bem Folker, mesmo, no começo. Do meio pro fim a banda se revela adepta a Country Music e nos lembra um pouco dos discos de Jhonny Cash. Filho único do quarteto, o Homónimo teve boa aceitação perante a crítica especializada. Fiquemos na torcida para que venham outros sucessores.

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8º The Cinematics - A Strange Education

As associações a trabalhos de grupos terceiros no que diz respeito a esse disco são infinitas. “A Strange Education” possui o vocal idêntico ao dos Kings of Leon e funciona como uma fusão entre Artic Monkeys, Interpol e Two Door Cinema Club. A afirmação que se molda ousada, mas se faz extremamente necessária para a compreensão do álbum, diga-se de passagem, externa, sintaticamente, todo conteúdo bipolar do trabalho; hora melancólico de mais, hora eufórico pra mais de metro e assim por diante. As características controversas fazem jus a seu próprio repertório, que é excelente. As guitarras ditam tudo, e com muita distorção. As músicas são intensas e se tornam um emaranhado de instrumentos. Tudo harmoniosamente em seu devido lugar. A disciplina, enquanto performance musical, é o que rotula “A Strange Education”. Por hora assemelhado a trabalhos já existentes e expressivos, porém detentor de uma identidade impar e adjetivado a rigor do que transmite.

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9º Suburban Kids With Biblical Names - #3

Com o vocal à lá “Kings of Convenience”, ora com back vocals embutidos, hora não. Os “Suburban Kids” priorizam solos de viola, refrões arrastados e repetidos, sintetizadores levemente empregados e muita animação. A forma com que o vocal executa as canções soa como cantigas folclóricas americanas, assim como o grupo a caráter: “The Clientele”. “3#” não tem de excêntrico somente o nome, aliás, se tratando da Lo-Fi, Music que tem como representantes os esquisitos do “TV on The Radio” não podemos esperar qualquer normalidade por parte das harmonias. Essa “esquisitice” que identifica as bandas do gênero e torna seus trabalhos únicos. Nesse disco não existe qualquer tipo de linearidade ou lógica. A regra aqui é ser imprevisível e livre no emprego de arranjos, sejam eles quais forem. A liberdade expressa a vontade do dueto e torna a audição do álbum divertidíssima. Devido a esses fatores o disco se torna sereno e inconsequente. Talvez tenha sido feito somente para a audição individual de seus executores.

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10º Forró in The Dark - Bonfires of São João

Detém representatividade da exposição de manifestações culturais brasileiras no exterior. Com participações de David Byrne e vários outros músicos americanos simpatizantes pela Música Nordestina, “Bonfires of São João” não se deixou influenciar pela cultura externa a nosso pais, nem tão pouco pela bagagem musical que seus integrantes possuíam. A mensagem é clara e objetiva, transmitir clássicos sertanejos com a pegada do grupo, nunca desvirtuando o que há de puro. Os toques eletrônicos na medida certa e os remixes fizeram com que o trabalho adotasse um certo grau de dinamismo em sua produção. Buscando até mesmo uma forma de entreter o ouvinte que não fosse brasileiro ao “novo” de nossa cultura. Tiveram como base o “Manguebit” em algumas canções; outra manifestação bastante fluente na década de 90. Outra novidade é o atributo de vocais em inglês, executando clássicos como Asa Branca, entre outros. Ótima ideia e excelente executável.

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11º Andrew Bird – The Mysterious Production of Eggs

Bom, eu sempre gostei do Andrew Bird. Depois desse Álbum, então... o clichê quanto aos compositores Norte-americanos nesse trabalho, no que diz respeito às baladinhas e tal é visível já no primeiro single do disco. O Piano é expressivo tanto quanto os violinos que compõem a introdução do repertório. Com calma e com uma voz, que por sua vez mede força com os demais instrumentos Andrew consegue, despretensiosamente, agradar que o escuta. Os assobios também deixam o disco mais legal. Com uma passagem leve e suave “The Mysterious Production of Eggs” tem de diferente só o nome. Previsível, comum e inadepto a detalhes, Andrew Bird fez do simples o belo.

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12º Neutral Milk Hotel - In the Aeroplane Over The Sea

Esse álbum é antigo cara. De 98, até. Eu, sinceramente não gostei muito desse, não... Porém acho ele de uma consistência incrível, tanto por parte dos vocais quanto por parte de todo o resto de instrumentos que compõe um excelente trabalho, diga-se de passagem. Existem vários instrumentos de época, dentre eles as cornetas são as mais notórias. Exacerbadamente empregadas nas canções, as violas também marcam peso. A bateria é instável, há momentos de explosão junto a momentos de timidez, tudo de acordo com o que pedem as canções. “In the Aeroplane over the Sea” é muito profissional, tornando-se muito difícil acharmos uma falha, tanto em seu repertório ou composição, quanto a sua produção. “In the Aeroplane over the Sea” é de longe um dos melhores da época em seu estilo meio que indefinido. Country ou Folk. Fica a critério de quem se identificar mais com um ou com outro.

13º Parkway Drive - Horizons

O quinteto australiano, embora seja iniciante na cena, possui muitas boas críticas a seu trabalho. O segundo de uma discografia muito bem sucedida, “Horizons” não é apenas berros, palavrões ou manifestações de ímpeto de seus integrantes. As guitarras estão perfeitamente sincronizadas, a bateria, juntamente com o baixo e vocal formam uma verdadeira seqüência instável e variável, hora melódico demais, hora furioso demais. Os meninos do Parkway Drive diferem de qualquer outra banda do gênero. Pois, ao contrário de muitas, em que não consegue-se distinguir os sons emitidos pelos instrumentos e pelos vocais, fogem do dogma de que hardcore se resume apenas a uma baderna sonora sem qualquer nexo ou linearidade. Embora possamos levar tudo isso em conta, é necessário ouvir seu antecessor; “Don't Close Your Eyes”, para entendermos melhor a temática imposta pelo trabalho do grupo